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Ela nasceu sem os braços e sem as pernas. Sua mãe pensou em abandoná-la

Quando minha filha nasceu foi um dia horrível. Cheguei a pensar em abandoná-la devido à forma como ela nasceu: sem as pernas e sem os braços. Antes que eu a visse as pessoas da maternidade corriam para a enfermaria para vê-la. A gravidez tinha sido normal, então eu estranhei aquele tanto de gente querendo ver. Eu pensei que ela tivesse morrido e ninguém queria me dizer. De repente a trouxeram toda enroladinha em um pano só com o rosto de fora, então eu a peguei e observei que os outros recém-nascidos estavam só de fraldas e apenas a minha pequena estava toda enrolada. Comecei a desenrolar e quando eu vi o susto foi tão grande que eu a joguei na cama. A sorte é que tinha uma senhora do lado e não a deixou cair no chão. Maria Isabel nasceu sem os membros. O braço direito mede alguns centímetros, mas sem a mão, e o esquerdo é menor ainda. As pernas da mesma forma. Eu a conheci recentemente e me interessei pela sua história. Fui lá entrevista-la. Ela consegue superar a deficiência. Durante nossa visita ela fez várias demonstrações de como consegue superar as dificuldades. Abrir a garrafa de café, por exemplo, encher o copo e beber sozinha não é problema diante de suas limitações. E o prato de comida? Ela demonstrou como faz para se alimentar sem a ajuda de ninguém. Ela sobe no sofá com um pouco de esforço, desce do sofá tranquilamente. Coma a ajuda de uma singela pulseira servindo de apoio para a caneta ela consegue escrever. Ajeita seu material escolar sozinha, coloca na bolsa, organiza tudo.  Consegue se vestir sozinha, só não consegue prender os cabelos. Seu esporte preferido é futebol e acreditem: ela gosta de jogar bola. Eu arrisquei alguns chutes com ela, foi muito divertido. Como quase não pratico atividade física quase suei a camisa, mas foi legal. Maria Isabel estuda o quinto ano e sonha ser advogada. Outra vontade que ela não esconde é de namorar, aos 21 anos de idade ela diz que não pensa em casar, mas namorar “Namorar pode né”, diz. Ela só se deu conta de que era deficiente por volta dos 12 anos de idade, mas ela garante que já acostumou a viver e a ser feliz. “Eu graças a Deus sou muito feliz”, garante. Durante nosso bate papo ela só fez duas reclamações: disse que está sem celular e isto lhe faz muita falta, pois adora interagir nas redes sociais e que dorme em rede porque a sua cama quebrou.  Fizemos o compromisso de voltar brevemente ao seu humilde lar com esses dois presentes. Durante nossa entrevista pudemos perceber que para ser feliz basta ter fé em Deus e encarar a vida de frente. Esse é o pensamento que move a vida de Maria Isabel. A mãe depois de passar por terapias compreendeu que a filha era uma benção na sua vida. ( O vídeo é emocionante. Vale a pena assistir. Abs. (João Lúcio & Você)  Clik no link abaixo para ver o video


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